segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os Sonhos





Ao longo dos séculos tem havido muitas histórias de sonhos que predisseram o futuro. Estas histórias são tiradas de todas as culturas, países e crenças, o que prova que há uma necessidade universal e intemporal para mergulhar nos segredos de nossos sonhos e começar a desvendar-los. O primeiro passo na interpretação de seus sonhos é se lembrar deles. Você pode ter que treinar para fazer isso, porque muitas pessoas não têm a lembrança total de seus sonhos.
Tenha um caderno dos sonhos, onde você pode escrever o conteúdo de seu sonho, logo que acordar, caso contrário você se lembrará só de partes do sonho. Evite se mexer imediatamente depois que você acordar. Tire alguns momentos para permanecer na cama. Verifique se você tem em sua memória o que sonhou, então escreva-o em um caderno. Alguns sonhos podem parecer mais importantes que outros, sempre preste atenção aos sonhos que estão vivas, quase que parecem reais. Eles têm mais probabilidade de levar uma mensagem importante. Sonhos que parecem insignificantes também podem dar-lhe uma mensagem importante, por isso nunca subestime o seu subconsciente.

QUEM É LA BEFANA?




La Befana (também chamada de Strega, ou Vecchia) é personagem mítica com aspecto de velha, que leva presentes para as crianças bem-comportadas, e carvão para as mal-comportadas, na noite de 5 para 6 de janeiro. A origem se perde na noite do tempo, descendendo de uma tradição pré-cristã, de base na cultura popular, fundindo elementos folclóricos e cristãos: La Befana leva presentes, em recordação da oferta a Jesus-criança pelos Reis Magos. A iconografia é fixa: uma ampla capa escura, um avental com bolso, um chalé, um lenço ou um capuz na cabeça, um par de chinelos gastos, o todo vivificado por remendos de numerosas cores.

Na noite de 5 para 6 de janeiro, montada em uma vassoura, sob o peso de um saco carregado de brinquedos, chocolates e caramelos (em cujo fundo não falta uma boa dose de cinza e carvão) La Befana passa sobre os tetos das casas e desce pelo caminho cheio de calçados deixados pelas crianças. Os presentes são colocados nas meias penduradas nas lareiras ou nos sapatos deixados perto da porta - uma tradição herdada por Papai Noel. As crianças italianas escrevem cartas e as escondem nas chaminés, para que La Befana as recolha. As cartas e ofertas são, geralmente, listas de brinquedos ou outros itens que desejam e pedem para que La Befana os traga.

La Befana, tradição tipicamente italiana, ainda não foi substituída pela figura "estrangeira" de Babbo Natale (Papai Noel).

La Befana, muitas vezes, aparece nas ruas como uma pessoa mascarada, acompanhada de seu consorte, Befano, guiando um bando de seguidores que recebem ofertas das famílias e, em troca, recebem o presente da prosperidade das bênçãos dadas pela Befana. Música preenche as ruas e as pessoas colocam bonecas com a imagem de La Befana em suas janelas, como convites de recepção às suas casas. No fim da celebração de La Befana, as bonecas são queimadas. Isso é feito para incinerar as coisas ruins que aconteceram no ano anterior e esperar boas realizações no ano seguinte.



Canto della Befana

Mezzano, 1943

Bonasera a voi di casa,
questa sera è Befania,
e col nome di Maria
ve venimo a salutà.

State su ragazze belle,
preparatece l'arrosto
da 'na mano la sarciccia
da quell'altra 'n bel biscotto.
Un biscotto a filagrana
donne ecco la Befana.

La Befana fa ritorno
dal paese de' confini
addormenta i suoi bambini
e va 'n cerca di mangià.

E non fate come Lola
che ce diede poche uova
e non fate come Biacio
che ce dette poco cacio.
Per non fare il suo dovere
je portamo 'l carro a bere.
Canto da Befana
(tradução aproximada)

Mezzano, 1943

Boa noite a vós de casa,
Esta noite é Befania
E com o nome de Maria
Aqui vim para vos saudar.

Fiquem em pé as meninas bonitas,
Preparem a carne assada
Dê uma mão na lingüiça
E a outra no biscoito
Um biscoito a filigrana
Mulher, está chegando a Befana.

La Befana faz retorno (retorna)
do país dos confins
adormece o seu filhinho
E vai perto da comida.

E não faça como Lola
Que colocou poucos ovos
E não faça como Biacio
Que lhe deu pouco caso
Por não cumprir com seu dever
Se vai no carro a beber.


Eis uma pequena canção cantada por algumas crianças italianas:

La Befana vem à noite
Em sapatos rotos
Vestida em estilo romano
Vida longa para La Befana!

Ela traz cinzas e carvão
Para as crianças más
Para as boas crianças
Ela traz doces e um monte de brinquedos.

Alguns fazem simpatias de origem etrusca para acabar com a má sorte. Em muitas das regiões da Itália, a herança dos ancestrais que viveram entre os etruscos serviu como elo de implantação de tais hábitos.



ORIGENS E SENTIDO

Várias obras tentam demonstrar historicamente, através de pesquisas arqueológicas e antropológicas, como traços das culturas arcaicas foram conservados nas tradições do mundo mediterrâneo e sobrevivem através de formas de imagens e símbolos que lembram figuras míticas. Uma delas é La Befana.

Algumas imagens ligadas à figura de La Befana revelam um contexto agricultural arcaico, quando algumas casas tornaram-se estábulos e o culto do folclore doméstico se estabeleceu. Na cultura neolítica, as casas da vila em Anatólia (Catal Huyuk) e outros lugares não tinham portas nem janelas: a única entrada era através do amplo teto horizontal. As pessoas entravam nas casas através de uma escada que era retirada em ações defensivas. La Befana chegava às casas através das chaminés - um ato que é atribuído às figuras míticas do mundo inteiro, como, por exemplo, o próprio Papai Noel ou outras figuras mais ancestrais da cultura, como os espíritos dos índios Montagnais na América do Norte ou, mais que tudo, os Nitu Natmate, espíritos ancestrais dos Papua (Nova Guiné), tanto quanto outras figuras que trazem presentes durante as festividades do Natal.

A relação entre a figura de La Befana e os espíritos ancestrais é nítida e ela passa a representar, assim, uma ancestralidade mítica que retorna a cada ano. Sua principal função é reafirmar a ligação entre a família e os ancestrais, através da troca de presentes. As crianças ganham presentes que simbolizam civilizações arcaicas, já que elas são consideradas como aquelas que guardarão a memória da ancestralidade, prolongando-a. Em algumas regiões, como na Toscana, La Befana é figura mascarada que guia um cortejo de crianças (postulantes) e recebe ofertas das famílias que, em troca, recebem dela o presente da prosperidade.

Toda a cidade se prepara com grande antecipação para o dia de La Befana, que tem por atividade encher as meias penduradas nas lareiras com castanhas e frutas e trazer presentes para as boas crianças e carvão para as não-tão-boas. Na Itália, algumas lojas de doces vendem carbone, que é um doce duro, parecido com pedaços de carvão. Tão logo dá-se a chegada de La Befana, muitas festas começam e as pessoas andam pelas ruas visitando amigos e parentes.

Com relação às meias penduradas nas lareiras, elas não são apenas portadoras dos presentes ou de ofertas de alimentos: ela própria - a meia - é um presente e tem função evocativa, já que trabalhada artesanalmente com figuras míticas que são patronos dos narradores de histórias e tecelões, próximos de La Befana, tais como Frau Holda e Bertha, que visitam as casas durante o período natalino.

La Befana ocupa uma função pedagógica, como uma espécie de "educadora de fora", que lembra e pune e tem importante papel no desenvolvimento das crianças. A "Grande Avó" que é, acompanha as várias fases da vida da criança e os ritos de iniciação do Ano Novo.
Pela tradição, La Befana chega voando em uma vassoura. Tal fato testemunha sua associação às plantas e animais que na antiguidade tinham um valor sagrado como representativas ou simulações da linha totêmica da ancestralidade, tanto quanto eram divindades. Na mitologia, o galho das árvores é a casa do espírito dos ancestrais o qual recebeu a mágica função de voar, que tanto poderia simbolizar a evocação quanto o distanciamento do espírito. Estas ações eram concebidas como uma viagem, um vôo para um reino distante.

Além de sua ligação com o culto da lareira, La Befana personifica, ela própria, o fogo. Seja ele astral (trazido pelas estrelas, como um meteoro) ou terrestre (por exemplo, na noite do feriado de La Befana fogos são acesos para queimar a sua figura). Essa ação não significa propriamente exorcizar uma entidade negativa, mas reacompanhar no fim do grande feriado o espírito dos ancestrais para o reino além-túmulo, pelo simbolismo de acender o fogo.

La Befana está ligada aos elementos e rituais da água e do fogo. Os feriados da Epifania, como sabemos, incluem rituais de purificação e bênção da água. A água preparada na noite da Epifania tem um valor sagrado de afugentar o Mal, sendo usada pelas famílias nos momentos críticos. Em Abruzzo, essa água é chamada de "água do Boffe". Já o fogo, em particular, representa um tema recorrente, que aparece nos Reis Magos, considerados pela tradição como sacerdotes do fogo sagrado, uma casta privilegiada que na Pérsia Zoroastra ficava cuidando do fogo até que ele expirasse.

O conhecimento que os Reis Magos tinham acerca das estrelas os guiou a Jesus Menino, para quem eles levaram três presentes simbólicos do regalo de Cristo sobre os três mundos: ouro da terra, incenso celestial e mirra do túmulo. Essas três substâncias ligam-se, cada uma, aos três fogos sagrados da Védica (Índia) e Avéstica (Pérsia). Portanto, é possível, através do fogo e dos presentes, se estabelecer uma conexão entre os Reis Magos e a figura de La Befana, no tocante ao feriado de 6 de janeiro, que será a décima-segunda noite, ou Noite da Epifania, ou Pequeno Natal.

Em algumas obras, La Befana é associada a Hecate(1). Alguns desenhos do século XIX mostram La Befana como a Deusa Mãe, sentada e cercada por frutos, grãos e outros itens da Colheita. Para reforçar essa teoria, a queima da efígie de La Befana, nas celebrações, é feita em uma fogueira de espigas de milho, gravetos e galhos de pinheiro, empilhados. A tradição fala que se a fumaça vai em direção a oeste, então a colheita será pobre. Se para Leste, será um ano de abundância. Essas tradições têm muita similaridade com o Mito do Deus da Morte. Esse ritual não é o de punição, mas de restauração da Terra através do retorno da Vida. Outras versão falam que La Befana eBefano são vestígios do deus e deusa da Clans, da bruxaria, preservados por bruxas da época da Inquisição.



AS LENDAS DE LA BEFANA

Na Itália permanece a lenda mítica e as tradições envolvendo esta bruxa nomeada de La Befana, nome que vem de "Epifania". A lenda de La Befana tem um importante papel sobre a imaginação infantil. Essa figura extraordinária fascina e supera o tempo por séculos. Por ser tão ancestral, são várias as versões de sua história, que trazemos aqui a título de curiosidade para os que não a conhecem. Ou mesmo de resgate de uma memória afetiva, para aqueles que já sobre ela ouviram falar. São histórias de fontes desconhecidas, do repertório popular, que mantêm esta boa velhinha sempre viva na imaginação de todos.
Conta-se que há muitos séculos o Rei Herodes decretou que todos os meninos naquele ano deveriam ser sacrificados: era seu desejo matar a criança que nasceria para ser o futuro "Rei". Os soldados percorreram as cidades através de todo o país, matando os meninos. Uma das mães que perdeu o seu filho ficou tão chocada que não conseguiu chorar, nem aceitar a perda de seu filho: ela procurou desesperadamente o filho por toda a casa e, não o encontrando, convenceu-se de que a criança não estava morta, mas desaparecida. Colocou todos os pertences de seu filho numa toalha, presa a uma vara, que carregou no ombro, procurando de casa em casa por ele.

Para essa jovem mãe, parecia que muito tempo havia passado na procura, mas em poucos dias ela viu uma criança. Convencida de que conseguira encontrar o seu filho, ela depositou a toalha e os pertences no pé da manjedoura onde a criança dormia. O jovem pai olhou a face desta estranha e ficou pensando sobre quantos anos aquela mulher haveria de estar procurando seu filho. Seu rosto estava enrugado e seus cabelos brancos.

A criança era Jesus Cristo e, em gratidão à generosidade da "velha" mulher, Ele a abençoou. Em uma noite do ano, por toda a eternidade, aquela mulher, que Ele chamou deLa Befana, por ser a "presenteadora de presentes", teria todas as crianças do mundo para si. Nessa noite, ela seria capaz de visitar cada uma, trazendo roupas e brinquedos. A noite é a de 5 de janeiro de cada ano e, na manhã de 6 de janeiro, as crianças de toda a Itália encontram as suas meias cheias de doces por cada boa ação, ou um pedaço de carvão, se elas tiverem sido más. Durante a noite da visita de La Befana ela é recebida por cada família com um prato contendo brócolis e lingüiça temperada, mais um cálice de vinho. Na manhã seguinte, junto com os presentes, a comida está marcada pela mão de La Befana, pela cinza esparsa deixada no prato.

Outra versão:
Os Três Reis Magos pararam na casa de La Befana no seu caminho para Belém. Após jantarem com ela, a convidaram para segui-los na busca do Menino Jesus. Ela recusou-se. Pois precisava limpar a casa e lavar a louça.

Depois de algum tempo ela mudou de idéia e, aflita, ainda com a vassoura na mão, juntou alguns itens de casa para dar ao Menino Jesus. No entanto, ela não foi capaz de encontrar os reis Magos, nem o Menino Jesus. Desde então, ela os vem procurando, ainda com sua vassoura na mão.

A Festa da Epifania é uma celebração cristã em lembrança da visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A Epifania é também uma ocasião de "transgressão" para os adultos e de alegria para as crianças.


Hecate - filha de Perseu e Astéria. Originária da Trácia, era primitivamente uma deusa lunar. Apresentava traços de Ártemis/Diana, sendo, às vezes, assimilada a ela. Seu nome parece ser uma forma feminina de Hécatos (o que fere de longe), epíteto de Apolo. Tão poderosa no céu como na terra, Hecate concedia aos homens a prosperidade material: promovia o aumento dos rebanhos e favorecia a boa pesca. Assim como Ártemis/Diana e Apolo, também protegia a juventude. Aos poucos, passou a presidir à magia e aos encantamentos, ligando-se ao mundo dos mortos. Aparecia aos feiticeiros com uma tocha em cada mão e sob a forma de diferentes animais. Costumam atribuir-lhe a invenção da feitiçaria.

Velas




Num ritual feito dentro de casa usamos velas para iluminar o nosso espaço sagrado. As velas hoje, são feitas, na maioria das vezes de parafina. Elas são boas, mas não têm o aroma inebriante das velas de cera de abelha, você pode querer ver qual você prefere. Uma ou duas velas são geralmente colocados sobre o altar, 4 velas colocadas nas bordas dos pontos cardeais dentro do nosso espaço sagrado, para cada ponto elementar. A maioria das tradições Wiccan usam cores diferentes para cada ponto cardeal, você pode usar as cores da natureza, ou seja, vermelho = fogo, etc.
Para usar as velas no altar o que parece apropriado para a estação ou trabalho mágico.
Para o ritual ao ar livre uma boa regra para proteger a chama contra o vento são as lanternas. Tochas no jardim funcionam tão bem.
A arte de prever o futuro pelas chamas da vela é chamada de Lynchnomancy. É uma forma fácil e descomplicada de adivinhação. Uma vez que a chama da vela era a única luz, que não sendo do sol, que pode oferecer conforto, calor e iluminação para uma casa. Portanto, suas raízes são antigas.
Preste atenção ao modo como as chamas da vela movimentam-se, coloque-as longe das correntes de ar. Janelas e portas devem ser fechadas para isso.
Escolha 3 velas idênticas, nenhuma das quais que tiverem sido acesas antes! Coloque-as em suportes idênticos. Coloque as velas em forma de um triângulo no centro de uma mesa. Em seguida, sente-se calmamente e assista as chamas para ver o que acontece a seguir, enquanto pensa em sua pergunta.
Se uma chama queima mais brilhante do que as outras = você vai ter boa sorte.
Se goteja e/ou pisca = será uma perda menor.
Se a chama se extinguir = é grave a perda / grande revés.
Se duas chamas ficarem trêmulas = surpresa em sua vida.
Se duas chamas aumentarem = Novas oportunidades oferecidas.
Se duas chamas apagarem = sua vida vai passar por uma pausa dramática.
Se 3 chamas ficarem trêmulas = as circunstâncias mudam para melhor.
Se 3 chamas apagarem = mudança de vida, eventos.
Se 3 chamas brilhar firmemente = você vai fazer um bom progresso em todas as áreas da vida.
Se 3 chamas aumentarem = triunfo inesperado.

As velas são por vezes utilizadas em conjunto com as ervas.
"Vela de poder, vela de força,
Realize os meus desejos aqui nesta noite,
Fluxo de energia, do fogo desta vela,
Traga-me o desejo do meu coração.
As minhas palavras têm força,
Terei a vitória
Então, eu digo, este feitiço está feito. "
Deixe a vela queimar por completo.

(Da magia celta por D. J. Conway)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dragões e a sua interação com seres humanos


Hoje a verdadeira prática com a magia e poder dos dragões é quase uma arte esquecida no mundo da magia. De modo geral, apenas os praticantes e crentes na Tradição Faerie falam da existência e validade dos dragões. Poucas pessoas sabem da alegria e companheirismo e conhecimento espiritual que vêm da dança com dragões. Dançando com os dragões nos leva a cooperação, não de relações senhor-escravo: é preciso uma grande auto-disciplina para chegar em um outro nível de existência e em contato com um dragão como um ser mágico.


Tem sido minha experiência que, embora os dragões tenham forma e existência, eles não existem neste mundo físico como nós. Dragões habitam o plano astral, que co-existe e interpenetra neste plano físico. Seres astrais são tão reais como nós somos, eles só têm um corpo que vibra a uma taxa diferente do que a matéria física faz.


Dragões podem estar em toda parte epodemos falar, em todas as coisas. Toda ação e reação elementar tem a possibilidade de ser uma extensão de um dragão e seu poder. Isto não sugere que os dragões controlem as pessoas e incidentes. Há duas razões pelas quais um dragão pode tornar-se envolvidos com os humanos e seus problemas. Primeiro, se parecer haver perigo imediato para a área do dragão em si. Segundo, se um mago souber a maneira correta de contato e se comunicar com o poder do dragão, e se ele / ela poderem convencer o dragão para ajudar.


A única exceção que eu conheço para isso são dragões falando com crianças. Alguns dragões tomar uma comunicação com crianças pequenas, particularmente aqueles que têm habilidade psíquica. Infelizmente, os pais e a sociedade têm uma visão fraca de tal capacidade, e carregam sobre ele com desagrado, tanto que a maioria das crianças param de usá-lo.


Um dos meus netos, quando muito pequeno, via os dragões o tempo todo. Ele descreveu-me com grande detalhe e precisão, embora eu nunca tenha discutido com ele. Quando ele finalmente percebeu que isso deixava a sua mãe com muita raiva, ele desligou-se dessa habilidade. A programação pode ser eficaz o suficiente para impedi-lo de reabrir e explorar sua amizade com dragões, enquanto ele viver em casa, mas o desejo ainda está lá. Quando ele nos visita, o primeiro lugar que meu neto vai é para a estante cheia de estátuas de dragão. Ele é muito calmo e ele olha para cada um deles, embora ele esteja familiarizado com todos eles. Deixo-o à sua contemplação silenciosa que eu percebo ser uma forma de comunicação entre ele e seu "perdido" amigo dragão.
Se algum dia, quando ele se sentir forte o suficiente para dispensar a sua programação do subconsciente, ele poderá decidir em voltar a reconhecer que a existência dos dragões não está errada.


Em raras ocasiões, um ser astral, como um dragão, se manifestará de forma tão clara sobre o que as pessoas estão acostumadas a ver com os olhos físicos. É minha opinião que alguns dos monstros chamados, como os do Lago Ness, sejam seres astrais. Nessie é a possibilidade de uma espécie de dragão astral do mar. Por este motivo espero que nunca seja difícil qualquer evidência física, em que os cientistas colocariam para invalidar a existência de Nessie.


Carl Sagan, em "Os Dragões do Éden", passou muito tempo tentando desacreditar nas histórias de dragão ao redor do mundo. Sua mente estreita, e explicações tediosas tentaram convencer o público de que as histórias de dragões vieram da memória racial dos dinossauros. Mas então, mais de alguns cientistas não estavam dispostos a admitir que não sabiam de tudo sobre este mundo e suas criaturas, e muito menos admitiram que podia haver outros planos de existência que interagem com o nosso.


Não existe apenas uma maneira de ver e trabalhar com dragões. Há muitos sistemas mágicos no mundo, e cada um deles tendem a olhar para os dragões em sua própria maneira. Alguns sistemas pensam neles como energias elementais sem existência independente. Os outros pensam deles como símbolo, mais uma vez não tendo a verdadeira existência.
Em minha experiência, acredito que os dragões sejam criaturas reais que vêm e vão desde o plano astral como bem entenderem. Eu os vi, ouvi e senti o seu poder. Depois de trabalhar com dragões no ritual, deixo você formar sua própria opinião.

(Dancing With Dragons
D. J. Conway)

Dragões na heráldica (ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos)



Mesmo em tempos de perseguição, o dragão não desapareceu de vista. Nos países europeus, e na China em particular, a imagem draconica permaneceu viva nas histórias. Famílias europeias, especialmente utilizaram o dragão em brasões de armas. A arte européia da heráldica e brasões ainda emprega a representação de dragões em sua arte. O Príncipe de Gales tem um dragão vermelho e ouro em seu brasão e sua bandeira. As famílias dos von Drachenfels, de Draek, Dragon de de Ramillies e Dragomanni, entre outros, todos têm um dragão em seu escudo de armas, como fez a família de Sir Francis Drake.


Na heráldica, um dragão com duas pernas é chamado de wyvern; um dragão sem asas é um worm, um dragão com asas de serpentina, mas sem pernas é um amphiptere; um dragão com asas e pernas é chamado de guivre. Outro significado dessas imagens draconicas foram determinadas pela forma como o dragão foi colocada.
Definições ainda foram determinadas pela cor: (ouro), gules (vermelho), sable (preto), ou vert (verde).

Dragões em outras culturas


Em todos os lugares o dragão é associado com a criação. Em todo o mundo a Deusa ou a Grande Mãe, está conectada com serpentes, dragões, e espirais. Como o grande dragão, Ishtar provocou a inundação catastrófica que tornou possível que uma nova ordem de seres humanos se desenvolvessem. Tiamat da Mesopotâmia era a Mãe-criadora-dragão, cujo corpo foi moldado para os céus e a Terra. Em todo o mundo, dragões e serpentes são simbolos da fonte de energia de cura, vida, poderes oraculares, fertilidade e bênção maternal.


HP Blavatsky afirma em seus livros que o dragão é um sinal muito antigo para a Luz Astral ou Princípio Primordial. Isto significa que há sempre a sabedoria no caos, mesmo que os humanos não possam vê-la. O dragão ficou para a regeneração psíquica e imortalidade. Talvez nas histórias que se insiste dizer que os dragões eram parcialmente virgens simplesmente significava que a busca da sabedoria e da inocência verdadeira do espírito eram traços que atraiam seres dracônica.

Sacerdotes do Egito e da Babilônia se chamavam Filhos da Serpente-Deus ou Filhos do Dragão. Mesmo os druidas dos celtas falavam de si mesmos como cobras. No México, os sacerdotes de Quetzalcoatl se referiram como da raça do Dragão. O galês usava a palavra Draig ou dragão, o herói warleader, ou príncipe. Rei Arthur e seu pai Uther Pendragon usavam um dragão como seu emblema. Ainda hoje a bandeira real do País de Gales tem quatro patas de dragão vermelho e ouro sobre ela.


O dragão se tornou um símbolo do mal e do diabo pelo cristão, depois que a igreja ganhou força. Em uma tentativa de esmagar as antigas crenças dos pagãos, os cristãos espalharam a sua propaganda em torno do diabo, chamando-os de Dragões. Por incentivar medos profundos, particularmente de punições eternas, os sacerdotes e os líderes da igreja conseguiram apreender o controle dos governantes e governos. Tornando-se controladores por trás dos governos.
A Igreja poderia controlar as próprias pessoas, seja através de sua própria crença cristã religiosa a religião do Estado ou por influenciar as leis que foram aprovadas. Mesmo assim, porém, haviam pessoas verdadeiramente individualista que se recusaram a desistir do que achavam verdadeiro para elas, verdadeiros caminhos espirituais. Esses pagãos tiveram de passar à viver na clandestinidade, vivendo com medo de perseguição e morte.

("Dancing with Dragons"
D. J. Conway)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mais sobre Magia com os Dragões - Rituais:


Você pode lançar um ritual com dragões em um jardim. Quando se trabalha com a magia do dragão, eu costumo não lançar um círculo formal, porque as energias dos dragões precisam de muito espaço para evitar o superaquecimento espiritual.

Rituais com dragão devem ser realizados mais freqüentemente, nada que o impeça de visitar um lugar de dragão e absorver seu poder semanal.

Criar cantos ou toque tambor para se sintonizar com as energias do dragão. Você pode cantar espontaneamente durante um ritual ou escrever aquilo que você usa para chamar o seu dragão ou se conectar com um dragão que você visita regularmente.

Se desejar, você pode usar um ovo de dragão de cristal em magias de dragão como um foco para a coragem, poder ou abundância, e depois mantê-lo no seu jardim ou altar, no coração da sua casa. Acenda uma vela vermelha ao lado, uma vez por semana para manter o poder do dragão fluindo.

Um ovo de dragão é branco, opaco, muito sólido, de cristal, de rocha que lembre um ovo. Alternativamente, você pode usar duas metades de um ovo de pedra com cristais minúsculos incorporado. Qualquer ovo de ágata ou pedra branca oval podem ser substituídos.

Se você fizer uso de incensos, use sangue de dragão, estragão, erva do dragão de coragem e poder, para polvilhar como o elemento terra. Esta é também uma boa oferta para deixar para o seu dragão em seu lugar. Se há um local adequado, perto das rochas, você pode plantar uma muda de estragão minúsculos e adicionar um novo sempre que você for visitá-lo.

Tenha um charmoso anel ou pingente de dragão. Reforce a energia usando-o quando você visitar o seu lugar de dragão.

Esteja ao sul quando fizer magias e rituais de dragão.

Após o ritual, deixe uma oferenda de agradecimento. Os dragões amam ouro, talvez na forma de um brinco pequeno ou um pequena cornalina ou flores vermelhas brilhantes.